A Grécia é abençoada com uma variedade extraordinária de terroirs distintos. A alternância entre montanhas imponentes e incontáveis quilômetros de costa cria combinações únicas de altitude, mesoclima, orientação e solo, e, dentro de uma mesma região, podem coexistir vários terroirs diferentes. É por isso que o vinho grego tem um dom raro: ele transporta quem o bebe ao lugar exato onde nasceu.
Um DOP Amyndeon do norte do país e um DOP Nemea do Peloponeso podem partir de uvas igualmente nobres, mas contam histórias completamente diferentes. Entender os quatro grandes tipos de terroir grego é a chave para decifrar essas histórias.

Terroirs montanhosos e semi-montanhosos

São os mais comuns na Grécia, e os mais bem dotados, graças ao clima quente e seco do país. A cada 100 metros de altitude, a temperatura média cai de 0,5 a 0,9°C, criando mesoclimas frescos que preservam acidez e aromas. As brisas do meio-dia e da noite, descendo das montanhas e vales, revitalizam as videiras. É o mundo do planalto de Amyndeon, onde a Alpha Estate cultiva Xinomavro entre 620 e 710 metros, e das encostas de Mantineia, onde o Ktima Tselepos extrai do Moschofilero sua elegância floral.
Terroirs vulcânicos

Encontram-se sobretudo em Santorini, onde as videiras crescem sobre uma camada de lava, cinza e pedra-pomes com 30 a 50 metros de profundidade, depositada por erupções sucessivas ao longo de milênios. O solo é profundo, arenoso e sem matéria orgânica, por isso imune à filoxera. Rico em cálcio, magnésio e ferro, mas pobre em potássio, ele explica a acidez elétrica que faz a fama do Assyrtiko. Como a cada cerca de 80 anos as videiras em forma de cesto (kouloura) são podadas até o solo para se revitalizarem, a idade real das raízes de Santorini permanece um mistério. É o território da Gavalas Winery e da Canava Chryssou.
Terroirs costeiros
Plantados desde a antiguidade ao longo da costa continental e insular, esses vinhedos se beneficiam da grande inércia térmica do mar: a água amortece os picos de calor do dia e cria mesoclimas suaves. A brisa marinha fresca e úmida, soprando nas horas mais quentes, protege as uvas e facilita uma maturação lenta e equilibrada, o segredo dos brancos salinos das ilhas e do litoral.
Terroirs continentais
No interior do país, longe da costa e das grandes massas de água, o clima ganha traços fortemente continentais: grandes amplitudes térmicas durante a estação vegetativa e noites frias que fixam aromas e cor. Com pouca chuva no verão, a videira trabalha sob tensão, e responde com uvas concentradas e expressivas.
Onde nascem os nossos vinhos

Na Macedônia, ao norte, os vinhedos vão de Drama e Kavala até Naoussa e Amyndeon, reino do Xinomavro, o tinto mais nobre do norte grego, ao lado de interpretações locais de Sauvignon Blanc, Chardonnay e Syrah. No Peloponeso, Nemea (Ktima Driopi, Strofilia) e Mantineia dividem o protagonismo entre o veludo do Agiorgitiko e o perfume do Moschofilero. Nas ilhas do Egeu, Santorini transforma lava em vinho. E em Creta, nas colinas de Heraklion, a Lyrarakis resgata castas raras como Dafni, Plyto e Melissaki que só existem ali.
Mas não esqueçamos: um grande vinho não é apenas o resultado de um grande terroir. É também uma viticultura consciente e pessoas dispostas a respeitar suas tradições e sua terra. Não há terroir sem alguém por trás, convertendo o que a natureza oferece em um vinho autêntico.
Faça a viagem na taça: explore nossa seleção de vinhos gregos por região, importados diretamente dos produtores, ou conheça as vinícolas que você pode visitar na Grécia.




